quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Como viver sem a minha filha

Lembro-me de pensar antes de ter filhos que não sabia se os queria pois tinha já medo de vir a passar por momentos de angustia e preocupação. Não os tendo seria simplesmente uma maneira facil e cobarde de garantir que nunca iria sofrer por eles. 

Mas tenho. E o medo é cada vez maior, pois o amor também. E pergunto-me, e se algo acontece? E se algo corre mal? Eu morro. Eu não aguento, eu não sou assim forte. E sinto-me por vezes a enlouquecer quando algo à minha volta acontece, e imediatamente penso: "e se fosse a minha feijoquinha?". 

Fico tão angustiada quando penso naquela Nônô, que partiu aos 5 anos, e deixou uma mãe despedaçada que todos os dias escreve que não dá para descrever a saudade que sente. 

E hoje, liga-me o meu irmão, "vais mandar uma msg ao J....". E o que aconteceu foi horrivel, horrivel,horrivel. Caiem-me lagrimas quando penso na dor dos pais. Não é possivel... 

E hoje sinto com mais força os abracinhos e os beijinhos da minha filha. Delicio-me com cada um deles, e confesso que so me apetece pôr ferias para ficar em casa com ela. 

  

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Back to life

Poder postar no avião é muito á frente! 
Fez-me bem, apesar de pensar neles quase constantemente -nos meus 2 amores. 
Fortalece a relação. Estava eu no curso quando começo a receber mensagens deliciosas do meu marido, umas simplesmente amorosas que puxaram uma lágrima, outras mais picantes que puxaram um inevitavel sorriso. 
Ansiosa por chegar. As saudades são imensas, parece que estou fora de casa há semanas, quando só passaram 2 dias e meio. 

E desta viagem retenho que continuo a adorar aeroportos, continuo a adorar sentar-me à frente da pista e assistir ao anoitecer com aviões a taxiar em primeiro plano. 

E no meio da adrenalina de estar num aeroporto, vejo-me a observar pormenores com olho de auditor...




quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Leitura em dia?

O meu coração fica em Lisboa

Aeroporto. Viagem curta, em trabalho, 2 dias para alimentar a formação e carreira. Se por um lado vou crescer profissionalmente, num outro lado mais sentimental sinto-me diminuir de tamanhinho (é mesmo isto), pois deixo pela 1a vez, em 17 meses, os meus 2 amores ao mesmo tempo, por 2 noites e 3 dias. 

De manhã deixei-a na creche, e já de coração apertado, parecia que ela adivinhava: deu-me beijinhos e sorrisos malandros. Que querida que é a minha filha. E ao nos abraçarmos, não consegui conter as minhas lágrimas. 

"Oh midius" (como ela diz), são só 2 noites, não sejamos piegas! E faz falta. Á mãe, ao pai, à filha, ao casal, é saudável. 

Mas fica sempre este medo, este medo de algo correr mal, a ela, ao pai, a mim... Até já imaginei o fim do mundo, e pensar que não estou junto deles... É aflitivo pensar assim, e idiota também. 


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Guerra

"Lamentamos qualquer perda ou dano" diz um dos presidentes.
De que servem estas lamentações? Como mãe e mulher feliz que sou hoje, receio que um dia tenha que me tornar numa assassina se alguém fizer mal á minha familia, e depois só consiga dizer que lamenta. 
O Homem destroi-se a si proprio, corrompe e deixa-se corromper. 
Porquê? Porquê? Porquê? 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Oh la la

Em espera para a primeira mamografia... Quanto mais tempo me fazem esperar mais nervosa fico. sinto mesmo o estômago colado ás costas, bolas. 
Só penso na minha filha, no meu marido, estou tão bem que tenho receio destes exames, que venham virar a minha vida ao contrario. 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Merde alors

Andava eu a vibrar com a 1a festa de anos da minha filha, quando tem sempre que vir alguem estragar tudo. 
Afinal há mais gente a fazer anos no sabado, e nao tenho outra alternativa se nao mudar os meus planos para domingo. 

E fico logo cheia de sono ... £$%#*

sexta-feira, 9 de maio de 2014

segunda-feira, 24 de março de 2014

Mais TEMPO pf!

Quero mais tempo. Dêem-me mais tempo. Preciso dele para escrever, para dormir, para ler, para saborear, para amar, para fazer listas de compras, para me pentear, para arrumar a casa e organizar gavetas, para visitar os meus tios e primos, para dar um passeio no parque. 
Preciso de tempo, tempo e mais tempo. 


terça-feira, 4 de março de 2014

Serei só eu?

Pergunto-me se todas as mães sentirão o mesmo, ou se serei eu paranóica compulsiva / obsessiva? 
A C tem acordado as 5h/6h da manha desde q come sopa ao jantar, e achei experimentar dar lhe biberão hoje um pouco antes da meia noite. Mas fico ligo em paranóia a pensar, "e se ela faz uma paragem de digestão?" (O que não pode pois jantou ha quase 4h!) 
"E se ela fica tão cheia e bolsa e se engasga?" (E por isso fiquei com mais de 15min ao colo, na vertical, já q a dormir nao arrota). 
Ela é o meu doce, a minha vida, a minha alegria, o meu sol, o meu ar. 

Outro doce da minha vida também se atravessa nas minhas paranóias/medos. 
Á hora de jantar tocam a porta, e vai o meu marido ver quem era. Alguém a tentar serviços de uma operadora, que ele despachou tão bem. Mas depois comecei a imaginar que entravam ca em casa e batiam-lhe, e eu impotente a ver o amor da minha vida a perder os sentidos.
SAIAM pensamentos estúpidos! 
Odeio quando estou assim, sentir-me a flipar, é ridículo. Enjoy the ride mas é!

Vamos lá ver

Aqui vai

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O que eu fui descobrir

E não é que consigo escrever a partir do telemóvel? Agora que eu tenho tudo o que eu sempre quis, irei dar usofruto?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Chove chuva, chove sem parar

Que temporal. Como gosto de estar em casa, até me sinto culpada. Não sei porquê, mas sinto que tudo o que dei à minha entidade patronal, estou agora a reavê-la, pois estou numa outra fase da vida. Estou numa fase em que simplesmente adoro estar em familia -a minha familia- e em casa, a tratar de coisas tão básicas como fazer uma sopa para a minha filha e contemplá-la a comê-la, sentindo o tal orgulho de mãe. Como explicar a sensação de alegria quando ontem, pela primeira vez, de madrugada, aquando da preparação de um biberão -em que a levo ao meu colo e faço tudo só com uma mão, nem sei bem como- lhe dei um beijo na testa, como costumo fazer, e ela baixa a cabeça, como que a abraçar-me e encosta-se ao meu pescoço. Ai que delicia! todo o sono do mundo é compensado com algo assim, a felicidade que esta piquena me traz, é incalculavel. E amo o meu marido. Ás vezes ainda não acredito, será possivel? tenho a vida que sempre quis ter. Tenho o homem que sempre quis ter. Tenho a filha que sempre quis ter. Tenho tudo. Sou feliz assim. Dinheiro, mais dinheiro, menos dinheiro, who cares... a vida é tão mais do que isso.