sexta-feira, 25 de maio de 2012

"Como tu eu somos o oposto. Sangue para mim é vida".
Como explicar que tudo aquilo que está morto, não me faz impressão? Não quer dizer que não mexa comigo, mas simplesmente consigo tolerar algo que sei que partiu, que já não está ali, por isso o que fica, é apenas carne, sem movimento, sem alma, -lá está- sem vida.
Para outros isso é sinónimo de tristeza, de fim, de luta perdida. Mas não vejo isso assim e nem não quero ver isso assim. Não sei o que acontece depois, mas qualquer das duas hipóteses que idealizo me deixam em paz: ou simplesmente não acontece nada, e naturalmente há algo que chegou a um fim, sem absolutamente NADA a seguir, ou haverá algo sim, algo de bonito, de transcendente. O quê? Não faço ideia, e não quero ter a menor idea, quando lá chegar verei. Mas qualquer das hipóteses apazigua-me.
Mas se nada se perde e tudo se transforma, tem que haver algo. O que será?

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