sábado, 6 de outubro de 2012

Baby love

1 mês e 9 dias de namoro. Sinto um misto de alegria, com ansiedade, alguma preocupação, e muita euforia. Contente, mas tudo tão novo para mim. Bom, bom, bom! Life's good.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tchirintintin

Tu sens les "tchririntintin"? Et oui je les sens, maintenant je les sens.

E se esta história fosse mesmo bonita? e se esta história fosse mesmo como diz ser, fosse verdadeira e promissora como aparenta ser? Seria o meu prémio para a vida... o que eu sempre quis e sempre achei que nunca iria ter. Já estou com a sensação de que devo atirar-me de cabeça, mas que tenho o coração nas mãos tenho. Tenho medo de me enganar, medo de ser usada, medo de voltar a sentir sensações tão desagradáveis... não queria nada voltar a sentir-me assim. Tenho receio que me diga coisas engraçadas como os "bébés a saltar em cima da cama" só para me dar uma amostra de como seria bom, mexer com o meu imaginário e com os meus desejos, e depois ser tudo uma mentira e querer apenas brincar, ou pior, querer alguém ao seu lado para fogo de vista, quando as intenções são outras.

Sinto-me confusa, e ao mesmo tempo a achar que vêm aí bons tempos, muitos bons tempos. e já só sonho com beijos, pele contra pele, palavras quentes e outras sensações mais ardentes.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Today...

Medo
Mas agora mais calma. Quando uma mulher se sente por cima fica mais distante e mais segura. Só espero que não aconteça nada que nao consiga controlar... tenho este medo do desconhecido, de novas sensações. Quase que prefiro ficar no meu casulo do que descobrir novos mundos, até estes mundos, dos sentimentos, do calor humano, das afecções. Tenho mesmo imenso medo, que coisa tão estranha.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Fear

Não, não é fearless, é fear mesmo que sinto.
Tenho medo de tudo isto, parece que não é para mim, que não sei viver assim, feliz...

domingo, 12 de agosto de 2012

Dúvida

Esta sensação de borboletas é linda até sentirmos que começa a mexer mais do que devia. E de repente já pomos em causa se serão borboletas, se serão outras coisas que não existiam antes, simplesmente aparecerem do nada (ou quase nada) e que passaram a existir mas só na nossa cabeça.

Não sei muito bem o que sentir agora, continuo com o tal medo, mas já não me sinto de repente tão atraida. Quer dizer, pensando nisso, sim sinto, e continuo com o formigueiro no estômago quando imagino um beijo que seja com ele, mas aquele imaginário todo que tinha, onde projectava algo para o futuro, foi-se. E porquê? porque não quero abdicar de ter um filho. Se não dois... e com isto, I REST MY CASE.

Sim, o mundo é das mulheres, mas definitivamente eu não me encaixo no tipo de mulher que consegue o que quer, manipulando com subtileza e sensualidade. E ainda nem nos conhecemos bem, e já sinto que estou a "estragar" tudo. Porquê?

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ondas de paixão

Há imagens que uma pessoa não esquece. Hoje colecciono mais 2: o instante em que LaFuente me sorriu, e quando me sentei na prancha e visualizei um cenário idílico. Que momento tão precioso que guardarei sempre comigo...
As sensações que tive hoje são indescritíveis e fenomenalmente inesquecíveis. Pus o medo de lado, e obviamente tudo correu melhor.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

The more you grow the less you know

Uma amiga minha ante ontem disse-me isto, e no dia a seguir ouço a Nelly Furtado a cantar o mesmo. E faz todo o sentido. Quando temos 16 anos, achamos que sabemos tudo, é só certezas, e depois vamos sabendo cada vez menos, e acabamos por nos esquecer dessas certezas que tinhamos, porque naturalmente tornaram-se outras coisas que não verdade.

Sinto borboletas... como é que é possivel? E este medo então, de que tudo pode falhar, nem sei se é menor do medo que sinto caso não falhe... serei merecedora de tal coisa? uma história de amor em que tudo bate certo, em que sentimentos são recíprocos, em que existe algo palpável, e sobretudo, em que não há receio do amanhã, o que vier virá.

Uma velhinha a chorar, o filho a dar-lhe a mão, chorava também. Tinha aberto a cara em cima dos olhos, na testa, estava cheia de pontos. E choravam. E ele dizia: "oh mãe nao chores que vai doer mais". Queria estar ali e dar-lhe a mão também, mesmo não a conhecendo, e até dar ao mão ao filho que não estava doente.
Dava sopa ao mesmo tempo ao Sr. ? que tinha tido um problema do coração, e que tinha o lado esquerdo paralizado por causa de um AVC há alguns anos. Que ar tão querido que ele tinha... senti-o um pouco incomodado com o facto de eu lhe dar a sopa no inicio, mas depois passou-lhe. Falámos, falámos, e depois tive que o deixar...
A Sra. Bernardina: "isto nunca me aconteceu, estar assim tão dependente, terem que me dar comida". "Não faz mal Sra. Bernardina, isto passa".
Não quero ir ali para minha própria terapia, quero ir ali para aliviar um pouco alguma dor, para poder transmitir algum sorriso a outros que sofrem e que choram. Mas não conseguimos evitar, faz-nos bem também ver que os nossos males são sempre relativos. Só me doi quando depois me vou embora, e sei que ficam todos ali, mais um dia, mais uns dias, são transferidos, não sei se vão para casa, se têm casa, se têm apoio... e nós voltamos às nossas boas vidas. É justo?

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Borboletas

Inicio de Agosto. Não te conheço bem, mas sinto aqui qualquer coisa fora do normal... Até o que poderia objectivamente dizer que não gosto em ti, gosto e até me atrai. Bolas, e sinto medo.

domingo, 5 de agosto de 2012

Fearless

Conseguiremos algum dia ter certezas do futuro que adivinhamos? Às vezes conseguimos vislumbrá-lo, mas parece-me que a cada segundo muda a nossa sorte.
Talvez um dia perceberei este medo que se instala quando vislumbramos algo de bom, que nem sabemos bem se o merecemos... Quando não há qualquer interesse, é tudo tão mais fácil. De repente começamos a sentir algo, e tudo muda e também tudo se complica. Quero tanto despreocupar-me com tudo isto, não há meio de ultrapassar certas inseguranças.

E no meio de tudo isto, o meu medo do mar parece aumentar em vez de diminuir. Não quero ser assim, quero voltar a ser destemida. Não há melhor sensação do que sentir a adrenalina sem peso na consciencia, e sem ter medo de morrer.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mad

Estou chateada. Chateada com as pessoas, que são mesquinhas e descarregam as suas inseguranças e frustrações em cima de nós. O díficil é que apesar de sabermos isto, sentimo-nos mal na mesma, e conseguem pisar-nos sempre um pouco mais e deitar-nos abaixo. Como fazer para ficar a respirar ao de cima, e não sufocar?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

E tu, oh Madre Teresa

Nunca me tinha pensado assim. Já ouvi de tudo, ingénua, tótó, naive, até comuna, mas Madre Teresa ainda não, e que estranho que me soou. De repente senti-me ... a minha mãe!

Gosto de dar, gosto de ver as pessoas a receber algo, gosto de proporcionar. Como disse hoje a alguém muito especial, todas as pessoas têm o seu "je ne sais quoi", é preciso é saber evidenciá-lo, valorizá-lo, e viver bem com isso. Assim nasce o sexy, que todos temos dentro de nós, é só saber puxá-lo cá para fora.

Acho que me perdi um pouco no raciocinio, mas agora também não vou voltar atrás. Queria dizer que por gostar de fazer algo para os outros, pergunto-me se inconscientemente se não é uma maneira de me redimir de algo, ou de querer muito a aprovação dos outros, que pensem bem de mim. Espero que nenhuma das hipóteses se aplique à minha pessoa, teria vergonha de tal coisa. Mas confesso que muitas vezes duvido de mim mesma, e até me ponho em causa, pois é-me dificil acreditar tantas que consiga ser tão ... "xoninhas". Anseio pelo dia da minha libertação!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sushi Sushi Sushi

Bom jantar hoje.
Não consigo entender como te sentes tão infeliz, mas há dias em que até percebo pois também me sinto assim, embora sejam poucas as vezes.

Todas as pessoas têm o seu charme, todos temos algo que é capaz de fazer com que outrém se apaixone por nós, algo com que outrém fique positivamente admirado connosco, algo que mexe com o outro lado. Há quimicas, não só físicas, e isso é algo que temos que aceitar, se não ficamos reduzidos à nossa insignificância. Todos temos algo de especial, no fundo é isto; por isso, temos que saber ver além, porque todos temos algo a aprender com o próximo, e sem duvida, também nós temos algo a ensinar.
Intercâmbio, é o ingrediente fabuloso desta vida.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Há qualquer coisa de mágico quando se é campeão

Hoje dei por mim a seguir atentamente os passos do Zézinho Lafuente. Há algo de mágico na sua destreza, e consegue fazer com que as ondas se tornem mais importantes quando ele as faz. Está tão lá em cima que só o posso admirar.




domingo, 22 de julho de 2012

Sea breeze

Cheguei aquele ponto em que já não conto as vezes que vou para dentro de água, e melhor -atenção atenção-, as vezes que apanho uma onda. Continuam a ser poucas na mesma, mas já são mais as que apanho do que as não apanho. E não sei como, hoje cortei uma onda, dropei uma onda, e elogiaram o meu take-off. Orgulho maior aqui dentro nesta altura da minha vida nao poderia sentir.

A vida de férias parece tão facil. Saiem os pesos dos ombros, nao há noites mal-dormidas, não há dias sem beber com prazer uma imperial ou um coca-cola fresquinha, apreciar o bafo do vento quente -porque sabemos que a qualquer altura podemos nos refrescar-, não pensar nas preocupações do dia-a-dia. As férias são isso mesmo, uma pausa da nossa rotina certo? Na mesma não consigo ir para a "casa da praia", penso que sózinha não tem qualquer sabor nem cabimento. Nestas alturas até gostava de ter companhia.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

N Y C

Gosto, gosto e gosto. Revigorante. Multi-cultural. Inspiradora. Deliciosa. Divertida. Estilosa. Sabedora. Assustadora. Cru. Transparente.

Recolha
Com regresso
ate ja

domingo, 15 de julho de 2012

My Wish List

Posso dizer que este ano estou a avançar na minha lista... Estou a ajudar aqueles que precisam. Estou a seguir novos desafios profissionais. Continuo a viajar (amanhã parto para a cidade mais louca do mundo). Não estou a disparatar emocionalmente. Aprendo a surfar. Falta ainda o "let lose", a descontração, a lata, o "I don't care", e sobretudo, a constante "joie de vivre". A pouco e pouco...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Mais uma colher Sr. José"
Comecei hoje... na verdade comecei hoje mas ainda under training (engraçado, às vezes sinto que quase tudo na minha vida é under training). Para a semana serei largada. Sei que foi só um lamiré, mas experenciei uma sensação de euforia mágica. Só fico triste pelo facto de não conseguir evitar sair dali euforica, e no entanto, aqueles que vamos ajudar têm que ficar lá, a passar a noite, sózinhos, a pensar na vida, a pensar na morte talvez. Tudo isso é triste. Não dá para evitar um certo sentimento de culpa, pois apesar de tudo, saímos dali, de volta às nossas vidas. Estar lá de facto ajuda-te a relativizar as coisas -ensinamento de D. Maria de Jesus. É incrivel como há pessoas -poucas- que só de olhar para elas sabemos que são boas, puras, altruistas. Acho que vi esta senhora uma vez na televisão, ou na net, mas gostei logo dela, e das palavras dela. E confesso que quando fui inicialmente para a Pediatria, fiquei um pouco triste, pois não era bem isso que queria fazer. Não é que acabei na mesma por ir parar à Urgência? e com a Maria de Luz como tutora? incrivel...

Vida de médico é dura, mas é tão nobre.

Quero mesmo fazer parte de algo que me preencha, que me faça acreditar que na vida precisamos todos uns dos outros. E há tanta gente sózinha... somos tantos, porque temos que ultrapassar coisas sózinhos?

Ainda queria fazer mais um furo.
Ainda queria fazer uma tatuagem.
Ainda queria ter um cão.
Ainda queria ter uma filha.
Ainda queria andar de bicicleta todos os dias de verão.
Ainda queria saber surfar como se tivesse nascido para isso.
Ainda queria ir viajar com o meu pai antes da sua reforma.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Forças esgotadas hoje. É dificil mudar mentalidades que estão vincadas há tanto tempo... os velhos do restelo quando me ensinam algo, os marretas quando são casmurros e não tentar perceber outras opções. Não sei se vou aguentar muito tempo ali...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sad sad sad
Isto foi para quê? Para nos ensinar que há um paralelismo com a vida? é uma moral que nos querem dar? Que por muito que se lute por algo, que se queira algo, que nos esforcemos por chegar lá, vêm outros e tiram-nos o tapete, assim de rajada, é isso? Isto já tinha aprendido, mas levar outra assim mesmo a meio da esperança, é duro. Então a vida é assim mesmo, sim senhora, aprendi a lição. Nunca perder a esperança, é verdade, mas saber que podemos cair assim de um penalti para o outro, sem poder argumentar, sem poder voltar atrás, apenas podendo trabalhar mais uns anos e acreditar que para a próxima seremos vencedores, porque melhores já fomos.

domingo, 24 de junho de 2012

4a vez. Hoje podes dizer: "surfei".
Pensava que não ia conseguir, mas quando menos esperava, apanhei embalo e pus-me de pé, sózinha, e lá deslizei uns segundos até à beirinha. É tãaaaaoo bom, não há palavras; e pronto, quando se ganha confiança, torna-se tudo mais fácil. E assim se passaram umas horas a tentar pôr-me de pé, umas vezes com sucesso outras não, mas só o facto de conseguir algumas me deixou em êxtase. Sou principiante, é normal celebrar isto com espectáculos pirotecnicos dentro de mim como se fosse o primeiro passo de um filho, a primeira palavra, o primeiro amor, a primeira cerveja, o primeiro beijo. Assim é a vida não é? Mas também é quando estamos mais confiantes que os tombos são maiores, e isso só aprendemos quando somos mais velhos, porque já sabemos que nada sobe eternamente; há que manter um pé atrás, para manter equilibrio. Mas será bom ficar de pé atrás? Não é isto que nos amarga um pouco o sabor da vida, a adrenalina, a magia de nos sentirmos invenciveis e donos do mundo, do nosso mundo?

sábado, 23 de junho de 2012

Terceira vez. Não sei quando poderei dizer que "surfei", pois estou longe, mas aprendi que com calma e perseverança se chega onde queremos chegar. Estive quase a desistir, e ainda saí da água 2 vezes. Mas regressei, e não quis baixar os braços enquanto não conseguisse pôr-me de pé sózinha naquela prancha. Sem ajudas, sem ombros, sem empurrões, só eu; eu e a força do mar. E consegui, mas rapidamente caí.

Amanhã há mais.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Deram-me uma Santa Rita. E nessa noite vislumbrei que de facto as coisas podem ser boas... quando somos desejados, tudo muda, we are kings and queens of the world. E que bom que assim é.

Só penso em surfar, penso no mar, penso naqueles momentos em que não se pensa em mais nada se não em equilibrio e apanhar a onda, e no bom que é sentirmo-nos envoltos na água, nas ondas; ao deslizar nelas, é como se o mar nos concedesse uma dança, a dois, apaixonante, vibrante, emocionante, desafiante.
Sou uma principiante, sou. Mas que já estou apaixonada, estou.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A andar! Toca a abrir a pestana que parar é morrer.

"Tens que te abrir". Vou aprender
"Tens que ir à luta. e se não der, move on". Vou experimentar
"O que é teu à tua mão há-de vir". Vou acreditar 

Não podemos ficar na dúvida e estagnar. Sim, e se a culpa foi minha? E se não foi? qual é a diferença que faz? Ter um orgulho do tamanho do mundo só nos faz mal porque acabamos por nos magoar a nós próprios. Identificado o problema, depois passamos à fase em que ou tentamos corrigi-lo, ou de facto apenas aprendemos com ele e partimos para outra, para a frente também é o caminho.
As tais janelas de oportunidade estão sempre aí, à espreita, mas muitas vezes não as conseguimos ver.
Porquê? Porquê e porquê?

Estou numa busca incansável de auto-conhecimento, que receio que só me traga dissabores. Já basta as desilusões causadas por terceiros... 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

"Como tu eu somos o oposto. Sangue para mim é vida".
Como explicar que tudo aquilo que está morto, não me faz impressão? Não quer dizer que não mexa comigo, mas simplesmente consigo tolerar algo que sei que partiu, que já não está ali, por isso o que fica, é apenas carne, sem movimento, sem alma, -lá está- sem vida.
Para outros isso é sinónimo de tristeza, de fim, de luta perdida. Mas não vejo isso assim e nem não quero ver isso assim. Não sei o que acontece depois, mas qualquer das duas hipóteses que idealizo me deixam em paz: ou simplesmente não acontece nada, e naturalmente há algo que chegou a um fim, sem absolutamente NADA a seguir, ou haverá algo sim, algo de bonito, de transcendente. O quê? Não faço ideia, e não quero ter a menor idea, quando lá chegar verei. Mas qualquer das hipóteses apazigua-me.
Mas se nada se perde e tudo se transforma, tem que haver algo. O que será?

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como é que se faz? não temos manual de instruções, e já sabemos que há alguns factores que não escolhemos, sempre tais como a sorte, o "brillho" que se tem, a chama, aquele "je ne sais quoi". Mas tem de haver mais qualquer coisa, que se trabalha e que se desenvolve.

Hoje falei com um amigo que defende a 100% que os homens são todos infiéis. Todos os homens têm esta "coisa" que não conseguem controlar, e por mais que gostem da mulher, namorada, companheira, querem experimentar sempre algo novo. Quando ouço as suas teorias, batem tão certo que revejo um pouco dos meus ex. Eu digo com a mão a bater na mesa, que a maioria das mulheres não é assim. E é pena que tenhamos que levar com todos estes homens, que não dão valor ao que têm, só quando o perdem; e mesmo que consigam reaver o que um dia perderam, são capazes de voltar a cair no mesmo erro, quantas e quantas vezes. Não posso condenar, se calhar é mesmo assim, it's what it is... Mas hoje ao menos temos a escolha de poder ficar ou não num lugar que até pode ser confortável, mas que pode fazer doer também.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Vinha tão inspirada mas vi que tenho um endereço pirata a querer invadir as minhas confissões. Que sensação estranha...

Amanhã sigo viagem. Mas de carro. E se algo me acontecesse, não seria irónico?
O que deixaria por fazer? Tanta coisa... e agora lembro-me que gostaria de deixar algum dinheiro na conta em vez de dívidas, que gostaria de ter falado com a minha avó, que gostaria de ter ido visitar o meu tio-avô, que gostaria de dar mais mais e mais abraços aos meus pais, irmãos, sobrinhos, que gostaria de te dizer, sim, a ti -apesar de estarmos "chateados"- que o que mais quero é ver-te feliz e amparado.

E sigo caminho. E sigo viagem. Com estes novos cabelos brancos, que me dão o tal "charme", e a confiança que me fez falta há uns tempos atrás.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Só por causa desta colecção da Zara, branca, pura, fresca, sonhadora, eu casava amanhã já, com um vestido destes... quer dizer, amãnhã não que vai chover e está frio, mas daqui a umas semanas, de "chinelo no pé" -ou sandálias vá- e umas flores no cabelo. Lá ia eu, de braços abertos para aquele que teria de me aturar por uns bons anos.


Não sei o que se passa, mas ando com desejos de fazer um piercing no umbigo (eu?? no umbigo, estou doida. Aliás, já sei, acabo de ter uma epifânia, é a minha crise dos 30 que está sempre aqui a ameaçar estalar, sai não sai, incha desincha, e agora, pfff, rebentou! piercings, cão, surf, desabafos, não sei o que mais virá aí, mas que sinto muita comichão à flor da pele sinto).

ah, e casava adornada com um anel destes:


Para depois ser substituido por este...
"Um final doloroso é sempre o principio de alguma coisa"

domingo, 29 de abril de 2012

I'm working this out, as I go
É o que vale, vamos aprendendo... mas de que nos serve se continuamos a fazer os mesmos erros?
We get what we earn, when he earn it
Nothing that comes before a but really counts
Marriage: imagine a prison. Now don't change anything
What would you do if you knew it would come out great? Then go out there and do it
LA JOIE DE VIVRE

sábado, 28 de abril de 2012



We can do everything we want, as long as we can dream it
"A bondade é uma coisa que se multiplica"
Também queria sim, mas não basta estalar os dedos. Será que a culpa é minha? O que será que fiz de mal? O que será que estou a fazer de mal? Pergunto-me se na minha cabeça a realidade é outra, e de facto eu não sei o que ando aqui a fazer. Vou-me conhecendo melhor, é verdade, mas também é verdade que o tempo não pára e de serve conhecermo-nos melhor se depois já é tarde demais?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Les Petits Mouchoirs
Maravilhoso... Se calhar não se pode mesmo ter tudo, mas ter amigos do peito é algo que nos enche o coração.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Se calhar até somos feitos para estar sózinhos, já que nada dura para sempre. Mas e quando estarmos bem com nós próprios não chega? quando queremos partilhar o bem-estar, os risos, as preocupações? temos os amigos é certo... e os abraços antes de dormir, e o calor matinal, e poder dar a mão enquanto se dorme? quando não apetece simplesmente viramo-nos para o lado, mas quando apetece podemos fazê-lo.
É ambigua esta questão, porque estamos sem duvida melhor sozinhos, mais livres, mais nós. Mas será talvez o ideal partilhar a vida com alguém, mas que veja o mundo como os nossos olhos o vêem, e como a nossa alma o sente, esse é o desafio. E nos entretantos, vamos tendando viver o melhor que podemos e sabemos.



Que merda, vamo-nos embora tão rápido... E custa que o tempo passe e estejamos sózinhos, é tão desnecessário.

sábado, 21 de abril de 2012

Não há nada como viajar. Perdemo-nos no tempo, tudo é possivel, enchemo-nos de forças achando que tudo vai mudar quando regressarmos. Às vezes até muda, nem que seja só a perspectiva...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

http://www.youtube.com/watch?v=7JwkIAwplpw
"Como se tivessemos 18 anos..."

Agora entendo as Mams quando dizem que é estranho olhar-se ao espelho, saber-se mais velha, ver os traços da cara a ficarem a pouco e pouco mais carregados, mas continuar a sentir as mesmas emoções como se ainda se tivesse 25 anos. As mesmas aspirações, os mesmos sonhos, os mesmos objectivos, o querer viver, o querer saborear a vida.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

E quando temos tudo e achamos que não temos nada?
Foi preciso uns desabafos e umas lágrimas para perceber que quando não há razões válidas para ficar triste simplesmente não vale a pena ficar triste = perda de tempo.

"Love yourself, because you're all you've got"
e não é que é mesmo assim?

Já percebi que quando nos sentimos mal, achamos que está tudo mal mesmo, "não há nada que me corra bem". é normal que assim seja, porque assim num estalar de dedos nada nos parece certo, nada parece jogar a nosso favor, nada nos satisfaz, nada nos dá a sensação de que vem aí a lufada que irá mudar o rumo da nossa sorte, e por isso achamos que nos vamos afundando cada vez mais, quando deveriamos fazer exactamente o oposto, remar contra a maré, sorrir quando nos apetece chorar, sair quando nos apetece ficar em casa, comer quando não temos apetite, estar com os amigos quando só nos apetece estar sózinhos, e sim, celebrar mesmo quando achamos que não há nada para celebrar. Há sempre.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

"When you were a kid what did you want to do when you'd grow up?"
"I wanted to be an adult"


segunda-feira, 2 de abril de 2012

É desta... às vezes sentimos isto, uma sensação de que se foi qualquer hipótese de "ser feliz". Isto quando estamos convictos de que o ser feliz é encontrar alguém com quem partilhar tudo, uns sorrisos cúmplices, umas gargalhadas idiotas, umas lágrimas num filme, uma tristeza de ter que saber aqueles de quem gostamos doentes. E sentimos tudo isto sozinhos, e sentimo-nos de facto, sózinhos...
E hoje ninguém me tira da cabeça que irei sentir isto continuamente, embora não o queira. Gostava de voltar a sentir aquela convicção de que tudo vai melhorar, que vou encontrar aquilo que tanto procuro.
Mas hoje penso, e se não encontrar, o que acontece? O problema é não poder pausar o tempo, ele continua e parece que vai doendo mais.

"Nunca te sentirás verdadeiramente sozinha, e nunca sofrerás muito porque tens as bases certas. Tems alicerces, tens pilares que te suportam e não te deixam cair. Precisas de alguém como tu".




terça-feira, 27 de março de 2012

Pois, tem que ser autêntico, verdadeiro, um prazer, aquilo que sai daqui de dentro, só sai bem quando é honesto.

domingo, 25 de março de 2012

"If you feel lost stay where you are because someone will find you"
Estarei de acordo?
Recebemos tanta informação hoje que já nem sei se temos capacidade de filtrá-la e armazená-la nos sitios certos. Porque temos que saber digerir as coisas e tirar lições com certeza, mas também partido.

Nunca pensei ser uma referência para alguém, mas sei que o sou. Pode parecer pretencioso, mas é uma situação que me cansa. Sinto uma inveja positiva, mas algo perigosa. Tudo o que eu faço, tudo o que eu digo, tudo o que eu gosto, tudo o que eu toco, tudo o que eu oiço, tudo o que eu desejo, essa pessoa faz questão de estar no meu caminho. É a sensação que tenho, e espero estar enganada.

terça-feira, 20 de março de 2012

E qual é o mal de ser tarde e vir "postar"? É a preguiça que não costuma deixar? é a rotina que o impede? se sabe bem qual é o mal?

Não sabia que os passarinhos cantavam a estas horas, de noite, tão tarde, e em dia de semana... (!) ...
Ainda hoje ouvi uma frase gira sobre a Primavera, em que os Chineses acreditam que se deve semear algo no 1º dia de Primavera pois é certo que trará boas colheitas. Engraçado se pudermos transpor isto para outros patamares...
Definitivamente o ponto alto deste inicio de esatação foi ouvir um pássaro a cantar, como se de um dia lindo cheio de sol se tratasse.
Diria que a Preguiça deveria estar em primeiro lugar como pecado capital. É nosso próprio inimigo nº 1. Não nos deixa avançar, não nos deixa ser quem queremos ser, não nos deixa viver uma vida hipotética que imaginamos com tanta força, mas não a pomos em prática, e tudo porquê? por nossa própria culpa.
E depois culpamos os outros, o trabalho, os filhos, os pais, os amigos, os inimigos, a conjuntura, "está dificil", "está mau", "está bera"...

"The harder you work, the luckier you get"





segunda-feira, 19 de março de 2012

Qual será a sensação de ter um talento natural, como dançar, pintar, cantar?
Cada um de nós deverá ter um talento, mas como saber identificá-lo, quando ele não é óbvio? Haverá mesmo alguém que não seja absolutamente nada interessante? impossivel. todos temos algo que traz algo ao próximo, mas tanto pode ser algo de bom, como de mau.

Há dias ouvi dizer que na minha geração, as pessoas que se interrogam, estão sózinhas. É tão verdade.

"Não se ama alguém que não ouve a mesma canção"

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Falas comigo com duas pedras na mão"
É possivel, e eu nem dou por isso. Sabem quando se forma uma bola de neve em que não conseguimos controlar um mau-estar permanente que transparece cá para fora, prejudicando-nos e puxando-nos para baixo... ? como sair desse filme, que não é o nosso? ou melhor, que não queremos que seja o nosso?

quinta-feira, 15 de março de 2012

“Bonjour S., bonjour à tous”, foi o que ouvi hoje na radio, às 05h30 da manhã, a caminho do aeroporto. Parecia mesmo para mim.

Regresso a casa com uma sensação de “closure”, ou melhor, “resolution”, como ele dizia. “Tu te sens résolue? Moi pas”. E assim pela segunda vez, um amor acaba pela minha própria mão; pela segunda vez, aquele que eu escolhi, pu-lo de parte e já não o quis mais.
“On est pas sur la meme longueur d’onde”. De todo. E quando as coisas acabam, perguntamo-nos como alguma vez falámos a mesma linguagem.
Vi de mais perto a tragédia suiça em que 22 crianças perderam a vida. Ás vezes ocorre-me que o único lado bom de não ter filhos (além de obviamente poder fazer o que quiser às horas que quiser), é de não ter a hipótese de sofrer pela perda de um. Gostava de ter ficado lá, queria de repente largar tudo, esquecer as minhas responsabilidades e correr para aqueles pais, irmãos, médicos, e prestar todo o meu apoio. Mas não sou uma pessoa com “lata”, infelizmente. A maneira mais simples de se estar na vida é não querer saber o que os outros pensam ou dizem, assumindo os seus actos, confiante dos mesmos, e seguir sempre em frente de cabeça levantada. Quantas vezes queremos ser assim e no entanto sai-nos tudo ao contrário?


segunda-feira, 12 de março de 2012

Foi isto que li hoje, e que fez uma borboleta cá dentro. Também quero. E quero mesmo.

"Paixão descontrolada, 
adjectivo qualificativo ainda por inventar,
adoração para lá de qualquer religião".
 
 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

É cómodo achar que tudo o que acontece tem uma explicação, uma razão de ser, um propósito. É mais fácil assim. É da maneira que quando algo de mal nos acontece, reconforta-nos pensar que aconteceu "porque tinha que acontecer". Ai sim? Porquê? Porque é que há-de ser assim? Quem disse que é assim? Quem não nos garante que de facto, há coincidencias e acontecimento x foi devido a uma sucessão de eventos mal programados e escolhas mal feitas. Ou até tudo bem feito, mas no timing errado. Então não acontecem supresas agradáveis, em que o golpe ultimo foi estar no sitio certo, à hora certa; ou dizer as palavras certas, às pessoas certas, etc...

Continuo sem ter as minhas coisas preparadas para esta viagem aventureira que aí vem. Sei que quando lá estiver vou despertar, mas agora simplesmente não sinto nada. Sinto um vazio, tristeza, e ansiedade por ir para o desconhecido. Sentirmo-nos sós não é bom. Nada bom. Mas supera-se.
Disseram-me que existe um documentário sobre o acompanhamento de uma leoa, que fica 5 anos sózinha, sem interagir com outros animais, mas sobretudo, com leões. Tentaram pôr vários mas acabam por morrer. E acompanham a leoa, na sua solidão, mas sobrevivencia. Passados 5 anos, decidem voltar a tentar "impingir" não 1, mas 2 leões. E resultou. A leoa finalmente pôde procriar.
Quem espera sempre alcança, podia ser uma mensagem deste documentário?? A maioria de nós, mulheres, queremos 1 destes leões apenas, mas parece cada vez mais díficil.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

"Ser tu própria enquanto esperas pelo homem da tua vida"
Sim, é verdade, todos temos um tesouro dentro de nós, e por isso cá estamos, todos. Temos que saber senti-lo, e para isso, temos MESMO que saber olhar para dentro de nós, e não ter medo. Do que vai aqui dentro, e tão pouco do que vai cá fora, porque um condiciona o outro-

Ás vezes sinto-me uma fala-barato. Digo que vou sem medos, que gosto é de aventura, e no entanto, na hora H, recolho-me como um caracol quando começa a chover. Vem aí uma viagem de sonho, e já nem quero ir. Tenho sempre medo de não voltar. E porque estou bem aqui, estou bem na minha rotina, embora queira sempre algo mais, e procuro sair dela.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos namorados. Imagino que hoje mais de meio de mundo inevitavelmente pensou "gostava de poder estar a fazer algo hoje para comemorar, em boa companhia...". Sim, é um dia idiota e altamente comercial, mas no fundo no fundo, ninguém quer estar sózinho, e nada melhor do que este dia para nos lembrar que estamos sózinhos.
Decidi jantar com os meus pais. Nada daqueles jantares de solteiros, ou ficar sózinha a pensar no que estaria a fazer se estivesse a namorar.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Enviaram-me correspondência com uma "Para a Senhorita ..."
Há 10 anos ansiava ser mais velha. Hoje nem por isso. Lá vem o cliché "se eu soubesse o que sei hoje há 10 anos atrás".

Sabemos que estamos finalmente curados quando temos vontade de estar sózinhos e com um sorriso interior. F I N A L M E N T E

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"Don't wait too long trying to be a better man because you will only be one with a good woman"

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"The number one cause of failure is the fear of failure"
"When you expect nothing, you might be surprised with something"
Incredible how much you can love something and that same thing can harm you so badly. Lucky us that work and get the pleasure out of it. A wise man told me today: "you do it well. you do it so well that everything you do is perfect". How come I feel so often so insecure, and since my first job i'v been told that my work "shines". I cannot express the inside and hidden pleasure I feel when I hear this, it is music to my ears.
He told me that the secret to do a job well done, it is to love it, feel passionate for it, and the willing to learn more, to be curious, not be afraid to ask, not be afraid to learn. knowledge is power. another wise man told me that also.

It doesn't have to be a secret. But it's not always sunshine. When you give this much, suddendly it seems to be a turning point, you get fed up and you feel this sudden discharge of energy, without controlling it. Didn't even turn off my computer, just left. They suck your energy and you just need to refill it...
Headache.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Einstein. E dizia ele que não era um génio...

"Only a life lived for others is a life worth while"
"If you can't explain it simply, you don't understand it well enough”
“We can't solve problems by using the same kind of thinking we used when we created them.”
"The world is not dangerous because of those who do harm but because of those who look at it without doing anything"
"You have to learn the rules of the game. And then you have to play better than anyone else.”
"The only reason for time is so that everything doesn't happen at once.”
"Once we accept our limits, we go beyond them.”


A minha preferida:

“Imagination is more important than knowledge. For knowledge is limited to all we now know and understand, while imagination embraces the entire world, and all there ever will be to know and understand.”

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Je suis anxieuse à propos de tout. Je ne pense jamais être digne de quelque chose. J'ai toujours l'impression qu'on se moque de moi".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"Le Dragon entrera dans notre signe. 2012 est l'année du Dragon d'eau dans l'astrologie chinoise (le nouvel an débutera le 23 janvier). Chaque année de ce signe populaire par excellence, le taux de natalité chinois enregistre un pic: un petit Dragon est réuté devenir un enfant parfait! Selon les astrologues chinois, cette période risque de charrier son lot d'imprévus. C'est également le moment de tous les possibles et de la reússite".

domingo, 15 de janeiro de 2012

Quando temos tempo pensamos numa série de coisas que queremos fazer. Projectos. Sonhos. Tentações. Frustrações.
Quando temos tempo pensamos naquilo que queríamos ser, e que achamos que não somos porque não temos tempo. E temos toda a força do mundo para começar, traçar um plano e repensar na vida. O que vou fazer? O que quero fazer? Para onde vou? Para onde quero ir? Como posso lá chegar?
Esta sensação de hotel é ao mesmo tempo apaziguadora e solitária. Por um lado estamos sozinhos, e é bom. Temos tempo de fazer nada e pouco, é um relax total. Por outro lado, não há interacção (isto se viermos sós obviamente). A nossa companhia somos nós próprios, e é bom para voltarmos a gostar de nós e apreciarmo-nos. 
Estou na Alemanha. Aqui sinto-me diferente, latina sem dúvida. Daqui a umas horas sigo viagem. Ontem não queria, hoje estou ansiosa. É sempre assim, quando estou no meu mundo, na minha casa, quero ficar ali, sinto-me confortável. Quando chego “aqui”, também me sinto em casa, gosto de olhar para as pessoas, gosto de ver tudo o que me rodeia, gosto de ver movimentação, vê-las a ir para a algum lado, será casa, trabalho, problemas, ferias? Tanta gente a movimentar-se, tantas nacionalidades, culturas.
Enquanto bebia um cappuccino ao pé da janela, mesmo em cima de um lado da pista, reparei que estavam ao pé de um avião a tripulação de cockpit, que percebi que esperava pelo crew bus. Enquanto este não chegava, de vez em quando 2 tripulantes de cabine apareciam fora do avião e gritavam algo aos pilotos que se riam. O barulho devia ser tal que um dos tripulantes entrou no avião para pouco depois aparecer com um megafone encarnado e gritou algo que fez com que os tripulantes dessem uma gargalhada que ate eu que estava aqui dentro pude perceber, o que me fez sorrir.
Como posso esquecer os cadernos, as inúmeras folhas de papel, as imensas linhas que escrevia nas minhas viagens, com tudo o que me vinha à cabeça. Fiquei anos sem escrever. Sempre achei que nunca iria parar de escrever , achava que era algo que estava dentro de mim, e que ia ter a ver com o meu futuro; mas entretanto essa paixão de extravazar os meus sentimentos e pensamentos adormeceu em mim, e ganhei fobia à escrita; fazia-me sentir sozinha, e entretanto nunca deixei que esse futuro chegasse; realizo agora que talvez seja isso que me faça falta, poderá até ajudar-me na minha missão pessoal de querer soltar-me, descobrir-me e aceitar-me. É certo que nesta organizaçao onde estou hoje, tudo o que tenho vindo a experienciar, a ouvir e a ver, tem sido a principal base da minha aprendizagem de vida, pois nunca me tinha deparado com tanta variedade de pessoas, umas boas, outras menos boas. Tive alegrias, mas também desgostos, e continuo com a duvida se estarei a interpretar bem as coisas, e se as pessoas que acho de bom fundo, se verdadeiramente o possuem, ou se me atiram areia para os olhos para eu não me dar conta que esse fundo simplesmente não está lá. Eu própria já pus em questão o meu fundo.
Começa a ser um vicio. Escrever é libertador e ajuda-me a decifrar aquilo que sou e ainda não conheço. Percebo também que estar fora do meu ambiente e do meu contexto aumenta o volume de pensamentos e conclusões que pairam aqui na minha cabeça. Gostava de só fazer isto, viajar, andar pelos aeroportos do mundo e escrever. Hoje vi uma família “feliz”, 1 casal com 2 filhas, os pais sempre a ralhar com as filhas que não estão quietas. A mulher olhava para mim e eu adivinhava o que lhe ia no pensamento: “quem me dera ser ela, estar ali calma, a ler a sua revista, sem ninguém a puxar-lhe a camisola ou sem ter que gritar meninas chega!”. E eu olhava para ela mas ela não conseguia adivinhar os meus pensamentos, algo tão simples como “quem me dera ser mãe, mulher, esposa”. Mas rapidamente esses pensamentos desvanecem quando volto para a minha revista, e começo a dobrar as paginas com tudo o que quero ver, experimentar, fazer, acontecer!







Viagens atrás de viagens, dezenas e dezenas de bilhetes de embarque, e mesmo assim achamos que viajamos pouco. Há muito para ver, para admirar, sentir, viver, saborear, querer, comprar, tocar. Como gerir cerca de 25000 dias das nossas vidas? e se quisermos fazer um pouco de tudo? complica-se quando também queremos fazer um pouco de nada. 25mil dias não chegam para fazer um pouco de tudo, e assim deparamo-nos com as escolhas, e perguntamo-nos se serão as melhores. A cada passo que damos alteramos o futuro, sem nunca saber o que nos espera dois passos à frente.




Encontro-me num mundo peculiar. Todos os dias saio daquilo que considero uma vida simples e normal, para entrar num mundo dificil onde as relações humanas se tornam a base e sustento de uma organização onde uma pequena falha tem grandes consequências.